quarta-feira, 15 de agosto de 2012

3 uivos ao Egito antigo

Que jovem, seja otaku ou não, nunca ouviu falar de "YuGiOh!"? Este é mais um daqueles animês conhecidos por todos (como Dragon ball, Cavaleiros do Zodíaco e derivados).

Vamos conhecê-lo um pouco melhor e/ou relembrar o que há muito passou na falecida Tv Globinho e na antiga FoxKids?

Yugi Mutou é um adolescente – um pouco menor do que a maioria – que resolve um antigo quebra-cabeça egípcio que ganhou do seu avô. Esse quebra-cabeça se chama o “Enigma do Milênio” e é uma das sete “Relíquias do Milênio” – artefatos poderosos do Egito antigo que possuem poderes ocultos. Ao resolvê-lo, Yugi é, por assim dizer, possuído pelo espírito de um faraó egípcio. O tal espírito não se lembra de nada, apenas que é um habilidoso jogador de um jogo de cartas chamado Monstros de Duelo (Duel Monsters).

Com o passar das temporadas do animê, Yugi e o tal espírito do faraó sem-nome vão participando de várias card battles, sempre entrando em torneios – motivados (leia-se obrigados) pelos vilões e assim, pouco a pouco, descobrindo fatos importantes da trama central e sobre o passado do faraó. Mas ele, ou eles, não estão sozinhos.

Uma coisa marcante, e notável, é a forte e imbatível amizades que todos (Yugi, Joey, Tea, Tristan & CIA) dividem. E também ele, o animê, transmite uma mensagem de que podemos fazer qualquer coisa, não importando o quão difícil tudo pareça se acreditarmos e tivermos fé em nós mesmos.

Mensagens subliminares de amizade à parte, o animê também ficou conhecido como “algo demoníaco” devido à grande quantidade de monstros estranhos e, também, ao fato de que os perdedores dos temidos e perigosos Duelos das Sombras perderem suas almas.

O mangá e o animê fizeram tanto sucesso que hoje existem inúmeras bugigangas para comprar baseadas no show, que vão desde as próprias cartas e decks que são usados pelos diferentes personagens até réplicas das relíquias milenares. Falando no mangá, embora o animê seja bastante fiel, ele consegue ser ainda mais dark.

Uma curiosidade para os fãs do anime – e que poucos sabem, na verdade – é que existe uma “temporada zero”, mas esta nunca foi transmitida aqui no Brasil porque é muito “violenta”, em que o Yami Yugi (como é chamado o faraó no mangá, e na versão Japonesa da dublagem, até descobrirem o seu verdadeiro nome) é malvado e sombrio e mata os “caras maus” com seus poderosos Mind Crush. Quando a assistimos, temos a impressão de que ela é uma “temporada piloto”, que acontece antes de Yugi e seus amigos irem para o Reino dos Duelistas duelar contra Pégasos.

Ok. Esse é um animê de um gênero muito diferente dos outros que falei até agora, pois quase toda a ação está ligada inteiramente aos duelos de cartas e aos monstros reais – no caso daqueles usados nos Jogos das Sombras – e aos holográficos do sistema de duelo. Contudo, mesmo se tratando de jogos de cartas, o suspense e a diversão estão garantidos.

Uivem sempre com honra o/

domingo, 5 de agosto de 2012

3 uivos congelados no tempo

Fugindo do gênero RPG dos jogos apresentados no aqui no blog, eu trago um breve review sobre Silent Hill Shattered Memories para o PSP, PS2 e o Wii.

Entre a franquia Silent Hill, Shattered Memories destaca-se por ser diferente dos demais Survivor Horrors que ocorrem na versão alternativa (enferrujada e ensanguentada) da cidade enevoada em diversos aspectos, tais como a ausência de armas e itens de cura.

Aqueles que jogaram o primeiríssimo jogo da série para o antigo PSX se sentirão familiarizados com essa versão, pois encontrará velhos amigos, como a enfermeira Lisa e a policial Cybil e certos pontos da cidade, como o hospital, a escola, o parque de diversões, o farol, etc.

Ao contrário de muito o que se especula (leia-se acusa-se) na internet, Shattered Memories não é um remake, assim como o trama leva a acreditar, mas, algo como, uma “reimaginação” da história original, que agora introduz o jogador a um “pesadelo congelado” repleto de criaturas. O que fazer sem armas/itens de cura nessas horas? Correr, romper portas e pular muros para se salvar.

Um dos pontos fortes deste game é a capacidade do jogo se “moldar” ao seu jogador, uma vez que durante a partida o player dividirá seu tempo entre corridas e puzzles pela cidade e respostas a um psiquiatra numa clínica. Assim, por suas respostas e ações, o jogo “se ajustará” a você.

Consequentemente, existem 5 personalidades que um jogador pode desenvolver (chamadas de PI) e estas influenciam não apenas o final (que é composto por duas partes), mas também diálogos, roupas/atitudes dos personagens e acessibilidade das áreas do jogo. Por exemplo, se você tiver um perfil de Sexual PI, suas roupas serão diferentes e o jogo te encaminhará para resolver puzzles despindo manequins ao invés da rotineira passagem por uma loja de discos e seus puzzles musicais.

Para o auxilio do jogador, ele dispõe de apenas uma lanterna e um celular, o qual pode usar como GPS, tirar fotos (para resolver enigmas), ligar e mandar mensagens. E, novamente, as mensagens e ligações que você recebe são fortemente influenciadas por seu PI (que também influenciam até a aparência dos monstros que correm atrás de você xD).

Recomendo a todos,
Uivem sempre com honra o/

terça-feira, 17 de julho de 2012

3 uivos à Literatura Lupina!

Depois de um tempo sem fazer postagens, eu decidi diversificar um pouco e trazer um novo tópico de discussão para o blog. Por isso, esqueçam os “domáveis lagartos super desenvolvidos de escamas escuras e sem dentes” e olhem para um outro lado do mundo fantástico: a literatura lupina.

Sim, meus irmãos lobos. Temos o nosso próprio espaço no universo da literatura e nas estantes das livrarias. Assim sendo, arrumem um cantinho para os livros da nossa raça nas suas prateleiras ou monte um pequeno lugar para eles, caso este não existir em suas tocas.

Em matéria de ação, suspense e aventura não ficamos de lado. Existem excelentes narrativas (envolventes e apaixonantes) nas quais lobos estão entrelaçados ao trama, sejam desempenhando o papel de mocinho, ajudante do protagonista ou, até mesmo, o elemento sinistro.

Como exemplo desta “categoria literária”, gostaria de, primeiramente, citar as Crônicas das Trevas Antigas, de Michelle Paver. O primeiro livro se chama Irmão Lobo (do título original Wolf Brother) e conta a aventura de Torak, um menino de doze anos, supostamente pertencente ao Clã do Lobo. Se preocupem não, vou dar um parecer spoiler free xD

Torak viaja em busca de uma maneira para agradar o Espírito do Mundo para que este acabe com um urso possuído por um demônio, que fora enfeitiçado por um grupo de shamans. No decorrer da história, o menino encontra Lobo (um filhote órfão de lobo), que se torna seu guia e irmão adotivo, e também Renn, a sobrinha do chefe do Clã do Corvo.

Há outros personagens secundários (como Hord, irmão de Renn, e o líder do Clã do Corvo) que influenciam grandemente a história, ajudando ou atrapalhando a missão do “Ouvinte Torak”.

Resumidamente: um livro (cujo cenário é o nosso mundo há 6000 anos atrás) repleto de reviravoltas, intrigas e emoções, capaz de prender a sua atenção, pois as peças dos mistérios vão sendo dadas por partes ao leitor, tais como as intenções do malvados Comedores de Almas, os shamans.

Recomendo a todos,
Uivem sempre com honra o/

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

3 uivos ao TIC-TAC!


Muito tempo passou, pessoal, mas o blog não morreu. Agora com esse período de férias vou poder fazer reviews de jogos e animes com mais frequencia. Nessas ultimas semanas tive um surto absurdo de nostalgia ao jogar um game antigão, um dos meus favoritos do gênero Tactics.

Vanguard Bandits não é muito conhecido, mas conquistou aqueles que tiveram a chance de jogar, por sua diversidade de opções, enredo e ATACs.

ATACs? Tipo Bola de Fogo e Double Punch? Não! Essa sigla é o nome dos robôs gigantes do mundo de Eptina cuja sigla significa All Terrain Armored Combatents. Aqueles que fascinaram-se por Xenogears e seus robôs vão também adorar esse jogo.

Você assume o papel de Bastion, um rapaz valente, destemido e possuidor de um grande e incomparável senso de justiça, que descobriu sua verdadeira linhagem quando foi pego numa disputa entre duas nações do continente: Empire (Império) e o Kingdom (Reino). Não vou entrar em muitos detalhes sobre a trama, pois não quero estragar o suspense da história.

O jogo é composto por três “ramificações” (Branches), o qual apresentam um gameplay completamente diferente um do outro. Por exemplo, enquanto jogar do “lado Kingdom,” estará sempre junto dos seus amigos e lutarão contra o Império, por acreditar que ele realmente é o “lado dos vilões”, mas, quando jogar o “lado Empire”, descobrirá que, assim como existem pessoas boas e más no Império, também há pessoas honestas e malvadas no Reino.

Mesmo sendo histórias diferentes, o jogo possui uma “sequencialidade de acontecimentos”, como a procura de Bastion pelo Ultragunner (um robô lendário que poderá por um fim na guerra), a morte do Imperador Degalle, a construção dos Sharkings (robôs-tubarão com braços de espadas que matam os pilotos de ATACs inimigos) e a ressurreição de Zulwarn (Sem spoiler dessa vez xD)...

Um aspecto legal do jogo é a capacidade de customização dos seus personagens. Quando você upa um level, ganha 3 pontos para distribuir em qualquer atributo de sua preferência, como BAS, POW, DEX, WEP, DEF, etc., e, de acordo com essa distribuição dos pontos e as Energy Stone equipada em seus robôs, você aprenderá habilidades de ataque (Strong Slash, Fireball, Burning Soul, Ice Storm, Blizard Break, Somersault, Soaring Dance,...).

Outra aspecto diferente do jogo são as “Entrevistas” que você faz com os personagens entre as missões. A princípio, você pode não dar muito crédito para elas, mas estas desempenham uma grande função no jogo, pois, além de estarem relacionadas com o desempenho dos personagens nas batalhas, influenciam o final do jogo – que é composto, no total, por 5 finais diferentes.

Uivem sempre com honra, pessoal o/